

A ginecomastia (gynae: “mulher”, mastos: “mama”) é definida por um aumento benigno do tecido mamário masculino. Caracteriza-se pela presença de mais de 2 cm de tecido mamário palpável, firme, subareolar e ductal, podendo ainda estar associada a acúmulo de gordura e/ou ao excesso de pele na região. Pode ser uni ou bilateral e variar desde graus discretos até formas avançadas, com mamas em pêndulo.
Quando existe apenas o acúmulo de gordura na região peitoral, sem hipertrofia do tecido mamário, o quadro é denominado pseudoginecomastia, e seu tratamento se resume à lipoaspiração da região.
Acredita-se que a ginecomastia esteja presente em pelo menos um terço dos homens ao longo de sua vida. Na puberdade, com intenso influxo hormonal, e na velhice, com a diminuição da testosterona, é muito comum – quase metade dos homens apresentam certo grau. No adulto, ocorre em aproximadamente 10%.
A causa na maioria das vezes é desconhecida, mas pode ocorrer devido a alguns dos seguintes fatores:
• Desbalanço entre hormônios estimuladores (estrogênicos) e inibidores (androgênicos);
• Uso de anabolizantes;
• Doenças de tireoide ou hipófise;
• Uso crônico de alguns tipos de medicamentos, como metronidazol, cetoconazol, espironolactona, agonistas do hormônio liberador de gonadotrofina (leuprolide e goserelina) inibidores da ação da testosterona (ciproterona, flutamida, bicalutamida, finasterida, dutasterida), antagonistas do receptor H2, inibidores da bomba de prótons e maconha, Antipsicóticos, antidepressivos tricíclicos, metoclopramida e verapamil;
• Antiretrovirais: O mecanismo exato pelo qual os antiretrovirais causam a ginecomastia é desconhecido. Muitas vezes apresenta-se como ginecomastia unilateral e sensível;
• Causas variadas: Diabetes mellitus tipo 1 de longa duração, doença crônica, lesão da medula espinhal e trauma Idiopático;
• Tumores de testículo ou suprarrenal (raro).
Ginecomastia
Com exceção da síndrome de Klinefelter, não há relatos de que a ginecomastia predisponha ao desenvolvimento de carcinoma. Entretanto, dependendo do volume e de desconforto estético e das implicações sociais, como restrição à prática de esportes que impliquem na exposição do tórax, pode ser necessário tratamento.
Os principais sintomas que levam o homem a procurar ajuda médica são desconforto, aumento do volume das mamas e medo de doença maligna. Casos leves, em meninos de 10 a 16 anos, costumam ser transitórios e reversíveis (90% dos casos resolvem espontaneamente), não precisando de tratamento, só de orientações sobre a natureza do quadro, e da ausência de repercussões sexuais e reprodutoras.
Diante das formas mais intensas, a melhor conduta é cirúrgica. Indica-se um procedimento que combina lipoaspiração para retirar o excesso de gordura, e um pequeno corte periareolar (incisão de Webster), para a remoção do tecido fibroglandular. É uma cirurgia pequena, que requer um dia de internação, e que promove excelentes resultados. Nos casos em que existe um excesso de pele importante, o mesmo necessita ser retirado.
Graus da ginecomastia